"Não esqueça
a culpa não é sua
ou pelo menos não penso que seja
Não esqueça que te aspirei
Tão erroneamente quanto uma pirueta
que me deixou tonta e insana
Necessidade de colocar em ordem
as coisas mais findas,
as fraquezas da vida
e o perdão dos sentidos"*
*textos meramente fictícios
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12 de abr. de 2012
2 de abr. de 2012
Quem
Foram-se os pedaços
eles eram meus
Mas, quem foi que perdeu
com a descomunhão?
os olhos já cerrados de medo
Quem se fez de rogado
foi o tempo ou o coração?
eles eram meus
Mas, quem foi que perdeu
com a descomunhão?
os olhos já cerrados de medo
Quem se fez de rogado
foi o tempo ou o coração?
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19 de ago. de 2010
se
O medo da perda existia
Com frequência quase milimétrica
Então, te poupava
Não externava medos, agruras e anseios
Fiz deles uma página escura
Sem muitas explicações ou réplicas
Só suspiros
De pena de mim mesma
Às vezes me perguntava se era feliz
Se estava feliz
Se tinha, enfim, desafios, um futuro
E no meio de tantos "se", encolhi
Num mundo de faz de conta
Sem vida, sem descontos
O medo da perda era constante
Com uma frequência quase sufocante
Então, te secava
Com a mesma sede dos dias primeiros
Mas, quem secou fui eu
Desta vez, da perda real
Sem frequência.
Com frequência quase milimétrica
Então, te poupava
Não externava medos, agruras e anseios
Fiz deles uma página escura
Sem muitas explicações ou réplicas
Só suspiros
De pena de mim mesma
Às vezes me perguntava se era feliz
Se estava feliz
Se tinha, enfim, desafios, um futuro
E no meio de tantos "se", encolhi
Num mundo de faz de conta
Sem vida, sem descontos
O medo da perda era constante
Com uma frequência quase sufocante
Então, te secava
Com a mesma sede dos dias primeiros
Mas, quem secou fui eu
Desta vez, da perda real
Sem frequência.
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28 de jul. de 2010
retrato
"Pedi que tirasse meu retrato
Pedi que fizesse um registro das minhas formas,
do meu rosto parado, inerte...
e dos lampejos de felicidade que ainda continha nele
Queria esse registro, era preciso
Queria estancar a luz que ainda tinha em meus olhos
Sem maquiagem nem verbos
Pedi para que congelasse os meus eus
Que me deixasse nua de vaidade
Que fosse rápido como poraloid
Que doesse menos que o vazio
Seriam apenas flashes
Perdidos como um dia de cão
Suados a cada movimento
Seriam apenas vertígios
Sóbrios, estancados no calor da alma
Presos, como um velho sentimento"
Pedi que fizesse um registro das minhas formas,
do meu rosto parado, inerte...
e dos lampejos de felicidade que ainda continha nele
Queria esse registro, era preciso
Queria estancar a luz que ainda tinha em meus olhos
Sem maquiagem nem verbos
Pedi para que congelasse os meus eus
Que me deixasse nua de vaidade
Que fosse rápido como poraloid
Que doesse menos que o vazio
Seriam apenas flashes
Perdidos como um dia de cão
Suados a cada movimento
Seriam apenas vertígios
Sóbrios, estancados no calor da alma
Presos, como um velho sentimento"
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18 de mai. de 2010
Seca a vida
que nem flor
Acaba o mundo
sem amor?
que nem flor
Acaba o mundo
sem amor?
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7 de mai. de 2010
MÃE
Tinha daquele amor sem igual
O que muitos chamam de incondicional
Ninguém me amou mais do que tu
Me acariciou e me amparou em teus braços
Tão fortes as tuas marcas
Deixastes tantas em mim
Nada mais forte que a saudade
Que agora sinto de ti
É um sentimento tão louco
Um sufoco, um sufoco
O sentido anda vago
De tudo, das coisas
Agora que não te tenho aqui
Voastes pra bem longe
Bem longe dos olhos do bem-te-vi.
por tita
Tinha daquele amor sem igual
O que muitos chamam de incondicional
Ninguém me amou mais do que tu
Me acariciou e me amparou em teus braços
Tão fortes as tuas marcas
Deixastes tantas em mim
Nada mais forte que a saudade
Que agora sinto de ti
É um sentimento tão louco
Um sufoco, um sufoco
O sentido anda vago
De tudo, das coisas
Agora que não te tenho aqui
Voastes pra bem longe
Bem longe dos olhos do bem-te-vi.
por tita
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3 de mai. de 2010
"O olhar já embebedado
trazia um ar sorrateiro
Sem ao menos esperar
Tocava o céu
Se perdeu na rua
Da aquarela dos sonhos
ela tece cada cor
E se faz mais nítido o desejo
de felicidade contida
Invejada entre os seios
Presa, sem saída".
por tita.
trazia um ar sorrateiro
Sem ao menos esperar
Tocava o céu
Se perdeu na rua
Da aquarela dos sonhos
ela tece cada cor
E se faz mais nítido o desejo
de felicidade contida
Invejada entre os seios
Presa, sem saída".
por tita.
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28 de jan. de 2010
Latente, inocente, como o meu desejo
de te ter num só segundo
escorregar minhas pernas nas tuas
sentir o teu rosto no meu
perguntar por que as manhãs são nulas
se meus olhos não batem nos seus.
de te ter num só segundo
escorregar minhas pernas nas tuas
sentir o teu rosto no meu
perguntar por que as manhãs são nulas
se meus olhos não batem nos seus.
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16 de nov. de 2009
Precisão
"O que me tranquiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição".
Clarice Lispector
"O que me tranquiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição".
Clarice Lispector
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11 de nov. de 2009
eyes
Os olhos são o espelho da alma:

Via rosa´s tumblr.
Passou a noite olhando pra ela
Tão despenteada estava ela
O que via, não queria acreditar
O que sentia, deixava apenas pulsar
Exalou, sorriu, se abriu
E pegou-lhe pelas pernas
Destruindo qualquer pudor

Via rosa´s tumblr.
Passou a noite olhando pra ela
Tão despenteada estava ela
O que via, não queria acreditar
O que sentia, deixava apenas pulsar
Exalou, sorriu, se abriu
E pegou-lhe pelas pernas
Destruindo qualquer pudor
6 de nov. de 2009
quem
"Foram-se os pedaços
eles eram meus
Mas, quem foi que perdeu
com a descomunhão?
Exageros à parte
os olhos já cerrados de medo
Quem se fez de rogado
foi o tempo ou o coração?."
eles eram meus
Mas, quem foi que perdeu
com a descomunhão?
Exageros à parte
os olhos já cerrados de medo
Quem se fez de rogado
foi o tempo ou o coração?."
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15 de set. de 2009
Poética
por Vinícios de Moraes
De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.
por Vinícios de Moraes
De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.
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27 de ago. de 2009
"Às vezes se espera
olhando pela janela, os caminhos iluminados
Percebendo os muitos sem vida, desaborados
Mas, existem aqueles que mesmo na penumbra,
abrem-se
Embebedam-se de tanta alegria
E não tem estrada perdida, dia de cão ou mau olhado,
nada que nos faça não sentir o clarão.
Só nos resta acreditar.
Na paz, no erro (ou acerto) inocente de nossas palavras
Numa temporaneidade perdida entre laços inestimáveis, inesquecíveis
Lembranças que balançam até a alma
Um coração que virou pedra pede, sufocado, uma canção
Uma canção colorida, cheia de vida, carinhosa
Porque o amor vive a morrer de amor".
tita
olhando pela janela, os caminhos iluminados
Percebendo os muitos sem vida, desaborados
Mas, existem aqueles que mesmo na penumbra,
abrem-se
Embebedam-se de tanta alegria
E não tem estrada perdida, dia de cão ou mau olhado,
nada que nos faça não sentir o clarão.
Só nos resta acreditar.
Na paz, no erro (ou acerto) inocente de nossas palavras
Numa temporaneidade perdida entre laços inestimáveis, inesquecíveis
Lembranças que balançam até a alma
Um coração que virou pedra pede, sufocado, uma canção
Uma canção colorida, cheia de vida, carinhosa
Porque o amor vive a morrer de amor".
tita
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17 de ago. de 2009
mãos...
Das tuas mãos, um aconhego
Quente, leve, limpo, ferino
Das tuas veias, pulsa o tempo
O fervor das tuas narinas
Que enternece ao sabor do vento...
tita
Quente, leve, limpo, ferino
Das tuas veias, pulsa o tempo
O fervor das tuas narinas
Que enternece ao sabor do vento...
tita
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16 de jun. de 2009
sossego

Respiro...
sem pausa.
Preciso...
de tempo.
Estou...
cambaleando.
Entre nuvens...
me vejo.
Eu quero...
uma tatuagem.
Colada...
na pele seca.
Eu desejo...
sossego.
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